9 de setembro de 2010
 
Abetar discute futuro da Aviação Regional
13/1/2009 16:13:07 - Por Pablo Ribera Barbery / JT | Aviação em Revista

 A Abetar (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional) organizou, nos dias 26 e 27 de novembro, o 3º Congresso da Aviação Regional Brasileira - Decolando Rumo ao Futuro. O evento, que contou com o apoio do Ministério do Turismo, da BR Aviation, da Embraer e da Caixa Econômica Federal, procurou debater sobre os novos rumos da Aviação Regional no País, além de discutir a importância da criação de um marco regulatório para o setor, perspectivas da aviação comercial e a futura Copa do Mundo de Futebol 2014, que acontecerá no Brasil.

Segundo o presidente da Abetar, Apostole Lazaro “Lack” Chryssafidis, o Congresso é de extrema importância para o setor. “Este Congresso é importante para nós. É uma oportunidade de discutir as melhorias que podem ser tomadas na Aviação Regional”, afirmou Lack, que também falou das necessidades deste segmento. “Precisamos de infra-estrutura aeroportuária, de uma suplementação tarifária, uma regulação realizada pelo Governo Federal, dentre outras medidas”.
Lack afirma que o Governo do País precisa trabalhar mais na aviação regional. “O que nós vemos é muito estudo e pouca ação do Governo Federal. Muita pouca coisa foi feita”, disse o presidente. “Precisamos primeiro de investimento, mas no Brasil, tudo é questionado, é demorado”.

O presidente da Abetar, Apostole Lazaro “Lack” Chryssafidis, logo na abertura do Congresso, explicou a atual situação da Aviação Regional. “A gente entende que as empresas regionais precisam crescer. O brasileiro ainda viaja muito pouco, por causa da dificuldade em ir até uma cidade que conta com um aeroporto”, disse Lack.

Lack ainda destacou o cresimento da companhia Trip Linhas Aéreas, que recentemente passou por um processo de fusão com a empresa aérea americana SkyWest. Segundo ele, isso ajuda a impulsionar o setor. “A Trip Linhas Aéreas, através de um excelente trabalho de seu presidente [José Mário Caprioli], se consolidou como a maior companhia regional da América Latina”, disse o presidente. “Esperamos que outras empresas associadas consolidem essa posição também, que é de extrema relevância na aviação regional do nosso País”, afirmou.

O presidente também deu os parabéns aos empresários do setor aéreo regional, pela coragem que tiveram. “Quero parabenizar os empresários das companhias aéreas, que são verdadeiros heróis. Sabemos o quanto é difícil investir em companhias regionais, mas eles não desistiram, acreditaram no Brasil”, disse Lack, que ainda segundo ele, se sente esperançoso com o setor regional brasileiro.

O diretor de relações institucionais da Trip Linhas Aéreas, Victor Celestino, que está a cerca de duas semanas mo cargo, falou sobre a importância da Aviação Regional. “A Aviação Regional é importante para todos. A demanda do interior está cada vez maior”, disse Celestino. “O interior tem uma demanda reprimida muito grande, e ela continuará crescendo”.

Segundo o diretor, o setor regional tem desafios a serem combatidos. “A estrutura aeroportuária é o maior desafio da aviação. Precisamos de uma gestão de infra-estrutura, além de ações de segurança, como manutenção e ampliação das pistas, preparação para combate a incêndios, dentre outras coisas, mas falta investimento”.

O secretário de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo, Claury Santos Alves da Silva, também marcou presença no Congresso, exaltando a importância da aviação regional. “A aviação regional não se trata apenas de turismo, pois inclui vários setores econômicos. Sem esse setor, seria difícil pensar no desenvolvimento das cidades do interior”, afirmou o secretário, que demonstrou preocupação com a Copa do Mundo de Futebol, que acontece no Brasil em 2014. “Temos esse desafio, que parece distante, mas está muito próximo. A Alemanha, com toda sua infra-estrutura aeroportuária, teve congestionamento nos dias de jogos. É nesse sentido que esperamos a ajuda dos aeroportos regionais para receber os turistas”.

O secretário ainda falou da situação do setor em São Paulo. “Temos 30 aeroportos operantes em São Paulo, e alguns já estão recebendo investimentos para reformas, como o de Jundiaí e o de Ribeirão Preto”, afirmou. “Nós vamos continuar com essa luta de desenvolver a aviação regional em 2009”, completou Claury.
O coordenador do Departamento de Infra-Estrutura Turística do Mtur, Charles Capella de Abreu, falou do trabalho do Ministério para a aviação regional. “De 2004 pra cá, começamos a investir em aeroportos regionais. Procuramos investir em pequenas reformas, ampliação de pistas, melhorias em terminais, dentre outros trabalhos”, disse Abreu.

A primeira palestrante do evento, a doutora Lucia Helena Salgado, trouxe um estudo sobre regulação e concorrência da aviação regional no Brasil. Segundo ela, o setor têm problemas sérios. “O mercado de aviação regional tem muitas falhas e elas precisam ser sanadas”, afirmou Lucia Helena. “Várias coisas já mudaram e nós ficamos cotentes que algumas regulações já foram atualizadas. É possível formular regulações de forma moderna. É algo muito necessário”.

Luis Fernando Lopes, gerente de estratégia de mercado de aviação comercial da Embraer para a América Latina, explicou em sua palestra “ Perspectivas da Aviação Comercial Brasileira”, a necessidade da utilização dos aeroportos regionais. “Os aeroportos do Brasil estão sobrecarregados, e essa é uma oportunidade de usarmos mais os aeroportos regionais”, disse Lopes. “Mas ainda há muito que se desenvolver fora das capitais”.

Entre os outros palestrantes do Congresso, estiveram também o engenheiro José Mauro Garcia, diretor de operações do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), que falou sobre os aeroportos paulistas; Milton Zuanazzi, ex-diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que apresentou a palestra “Empresas Privadas e Responsabilidade Social”;  Alain Baldacci, presidente da Adetur Sudeste (Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Sudeste do Brasil), que explicou o Proaero (Programa Aeroportuário de Minas Gerais), dentre outros, que trouxeram informações atuais da aviação regional, os principais problemas a serem resolvidos e potenciais soluções para o crescimento do setor no País.

O público foi formado por especialistas do setor e profissionais da área


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