9 de setembro de 2010
 
Autoridades chilenas querem aeroporto improvisado para normalizar voos no país
1/3/2010 11:50:45 - Por Pablo Ribera
Na busca pelo retorno à normalidade, autoridades tentam retomar a rotina no Chile, depois do terremoto que atingiu o país no último sábado. Com estradas destruídas e pousos e decolagens suspensos no aeroporto de Santiago (capital chilena), a orientação da DGCA (Direção-Geral da Aviação Civil) é montar um aeroporto provisório na região de Pudahuel (na área metropolitana de Santiago) e dar estrutura a mais três grandes terminais do país. Isso deve garantir a aterrissagem e partida de alguns voos.

A ideia é armar tendas improvisadas e instalar nelas postos de trabalho para as atividades da polícia internacional e condições para a revisão das bagagens e dos passageiros. Há ainda, segundo as autoridades, expectativas para a solução com um dos tanques de armazenamento de combustível de avião, o que está em falta agora no terminal aéreo.

Inicialmente, para as aeronaves que viajam rumo ao Chile, a ordem é que os primeiros pousos ocorram nas regiões de Antofagasta e Iquique. Nestes locais serão verificados os documentos por parte da Polícia Internacional – o equivalente à Polícia Federal –, das autoridades de Alfândegas e do Serviço de Aviação.

O Ministério das Obras Públicas do Chile informou que os esforços têm como finalidade retomar a rotina de voos internacionais até a próxima sexta-feira. Antes, as operações locais devem ser retomadas, segundo das autoridades.

Os cálculos iniciais indicam que a concessão de infraestruturas públicas vão custar cerca US$ 600 milhões para a reconstrução de pontes e estradas, além da organização das áreas dos principais aeroportos.

Terremoto no Chile

Um terremoto de 8,8 graus de magnitude atingiu a região central do Chile na madrugada do último sábado. O sismo derrubou prédios e deixou mais de 700 mortos.  O epicentro do tremor foi localizado no mar, a 35 km de profundidade, em Maule, a 99 km da cidade de Talca.

O tremor, o quinto maior da história, teve cerca de um minuto de duração e ocorreu às 3h34, destruindo edificações e pontes e atingindo a capital, Santiago, a 325 km de distância.

O sismo e os tsunamis provocados por ele ainda afetaram mais de dois milhões no país, segundo a presidente Michelle Bachelet, que decretou "estado de catástrofe". O tremor foi sentido nos países vizinhos, inclusive no Brasil.

Agência Brasil

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