9 de setembro de 2010
 
Um supersônico quarentão
7/5/2009 17:45:48 - Por Sérgio Tauhata | Aviação em Revista




O Concorde faz 40 anos e, apesar de aposentado, ainda causa fascínio nos apaixonados por aviação 

Na época de sua operação regular, o avião do consórcio franco-inglês Aérospatiale-BAC, não era o mais confortável, silencioso ou com serviço de bordo mais sofisticado. No entanto, seu glamour era irresistível. Compará-lo às outras aeronaves comerciais era como colocar, lado a lado, um carro superesporte e uma van. A marca de Mach 2,2 (mais de duas vezes a velocidade do som) atingida pelo Concorde entrou para a história como um assombro tecnológico que tornou lendário o modelo. E a fama era merecida.

Contam-se muitas histórias sobre a supremacia de vôo do supersônico. Uma das mais famosas remonta a 1974, durante a fase de demonstração, dois anos antes do início da operação comercial. Em um experimento, o Concorde decolou do aeroporto de Boston, nos EUA, no mesmo momento em que um Boeing 747 da Air France ganhava os ares em Paris, na França. As aeronaves voaram em direções opostas. O avião europeu foi tão mais rápido que chegou à capital francesa, ficou 68 minutos em solo, alçou voo novamente e, ainda assim, pousou no aeroporto norte-americano 11 minutos à frente do jumbo.

A história comercial do Concorde terminou em 26 de novembro de 2003, após 27 anos de serviços prestados. O último vôo ocorreu entre Londres e Bristol, na Inglaterra. Apesar de supersônica, a velocidade acabou perdendo a corrida contra a economia de combustível e de manutenção.

Ficha Técnica
•  Velocidade máxima: Mach 2,2 (2.330 km/h)
•  Velocidade de cruzeiro: Mach 2,02 (2.124 km/h)
•  Alcance: 7.250 km
•  Capacidade: 100 passageiros
•  Comprimento: 61,65 m
•  Envergadura: 25,6 m
•  Altura: 12,2 m


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