Conheça o D-Jet e o DA42 Twin Star, dois modelos topes da marca austríaca, que traz seus aviões pela primeira vez ao Brasil para a Labace 2009
A Diamond promete aterrissar com tudo na próxima Labace (Latina American Business Aviation Conferecen & Exhibition). A vinda dos aviões da marca austríaca será uma das grandes novidades da feira de aviação executiva marcada para a segunda quinzena de agosto na capital paulista. Apesar de a representação da marca ter iniciado suas atividades no País no começo de 2008, o evento vai marcar a primeira vez em que as aeronaves do grupo europeu voarão pelos céus brasileiros. Até então, a curiosidade dos aficionados nacionais só podia ser aplacada por fotos, prospectos e vídeos.
A marca chegou ao Brasil através de uma associação entre a Vortex Motores e a GlobeConnect International. A filial negocia a vinda dos modelos topes da Diamond, entre os quais o D-Jet e o D42 Twin Star. A diretora comercial da representação nacional, Renata Fidelis, aposta na presença ao vivo das aeronaves para alavancar o interesse pelos produtos. “São aviões de alta tecnologia e design inovador. É difícil ficar indiferente quando se está cara a cara com um Twin Star”, ressalta. A executiva afirma haver atualmente seis reservas para compra do monomotor DA40 e espera novos pedidos com a exposição.
Se confirmada a vinda do D-Jet, o modelo, primeiro jato da marca, deve concentrar as atenções do público. O VLJ (Very Light Jet) da Diamond pode levar até quatro passageiros mais um piloto. O tamanho compacto o torna uma espécie de jato pessoal, para uso em viagens rápidas, mas nem por isso curtas: o alcance de 2,5 mil quilômetros é suficiente para ir de São Paulo a Fortaleza ou cumprir duas vezes e meia a rota até Brasília sem abastecer. O turbofan Willians FJ33-4A-19 de 1.900 libras com Fadec certamente ajuda a aeronave a conseguir boa performance em termos de distância. Mas o grande diferencial da aeronave está mesmo no uso de materiais compostos com fibra de carbono, que torna fuselagem e asas mais leves e resistentes.
De acordo com a fábrica, pilotos acostumados a monomotores e bimotores de alta performance ou turbohélices conseguem se adaptar com certa facilidade à operação do VLJ. Com foco nessa idéia, a Diamond procurou facilitar ao máximo a vida de quem está atrás do manche. O glass cockpit Garmin 1000 traz um conjunto de aviônicos de última geração. São três displays de LCD: um central de 15 polegadas e dois laterais com 12 polegadas cada. Entre os instrumentos, há desde os conhecidos TCAS e transponder, ao sistema TAWS-B, que mostra imagens digitais do terreno à frente e alerta sobre obstáculos. A tecnologia SVT (synthetic vision technology), por sua vez, ajuda a criar imagens em 3D para voo em condições de IFR (com visibilidade reduzida, como noite, neblina ou chuva) a partir dos dados coleta dos pelos sensores do TAWS-B.
O D-Jet opera em teto máximo de 7.620 metros (25 mil pés), limitado pelas especificações do projeto para tornar mais seguro o voo em caso de despressurização. A velocidade máxima é de 583 km/h, mas a marca com maior eficiência no consumo de combustível se situa em torno de 445 km/h. O D-Jet ainda não tem dono: deve começar a ser entregue aos primeiros compradores até o fim deste ano.
Estrela aeronáutica
Um dos modelos mais conhecidos da Diamond, o DA42 NG Twin Star, também deve pousar na Labace 2009. O bimotor turbo-diesel da marca faz sucesso com seu alto grau de tecnologia embarcada. A começar pelos materiais de fabricação, a maior parte compostos de fibra de carbono. Os aviônicos também enchem os olhos de pilotos e aficionados. O glass cockpit Garmin 1000 é o mesmo usado no D-Jet.
O design externo impressiona com curvas agressivas ao estilo de carros esportivos. O cockpit é praticamente todo de material translúcido e proporciona uma vista generosa. Os acessos aos assentos também fogem do convencional. Para os lugares do piloto e do co-piloto, nada de portinholas. A cabine abre-se para o alto mais ou menos como a capota de um conversível. Já os passageiros podem entrar no avião através de portas tipo asa, que se movimentam para cima em vez de lateralmente.
Apesar de concorrer diretamente com turbohélices, o Twin Star, na verdade, traz dentro das naceles uma dupla de motores de ciclo diesel turboalimentados, mas que no Brasil devem usar querosene de aviação em lugar do combustível original. Os Austro Engine AE300, de 170 HP cada, são um desenvolvimento da própria Diamond em conjunto com a Mercedes-Benz e a Bosch Aviation.
A combinação de materiais compostos, motores a pistão e eletrônica embarcada resulta em uma aeronave arrojada, versátil e econômica. Pode alcançar até 2.185 quilômetros na versão equipada com tanque de longa distância. Com reservatório normal, chega a 1.308 quilômetros. O consumo de 39 l/hora equivale à metade de um turbohélice convencional. A velocidade máxima é de 341 km/h, enquanto a marca de cruzeiro se situa em 322 km/h. Tem teto operacional de 5.486 m (18 mil pés). O preço também entra na lista de atrativos do DA42. Nos Estados Unidos, um modelo novo custa em torno de US$ 600 mil (R$ 1,3 milhão).