10 de março de 2010
 
NOSSA HISTÓRIA
NOSSA HISTÓRIA

Pioneirismo e qualidade na informação forjam os 70 anos da AVIAÇÃO EM REVISTA

Aquele poderia parecer um quadro não muito animador para estimular investimentos, particularmente em um veículo de comunicação em um setor que ainda não alcançara uma escala adequada: a aviação no País. Havia também, desaconselhando o empreendimento, a expectativa da II Guerra Mundial, que já rondava a costa brasileira com o afundamento de navios mercantes por submarinos alemães, no Nordeste.

Mas, também, eram fortes os motivos para se acreditar que o momento era favorável com expansão da aviação, o surgimento e o crescimento do fenômeno dos aeroclubes, engajados como formadores da reserva da aviação militar, então restrita à Marinha e ao Exército.

As poucas centenas de aviões civis e militares com os quais contava a frota nacional era composta de aparelhos importados dos Estados Unidos, da Alemanha e um pouco da Inglaterra e da França, como importados também eram os motores e outros componentes, além dos próprios pilotos da incipiente aviação comercial, em sua maioria, alemães. E a indústria aeronáutica brasileira, ainda sem a possibilidade da Embraer, parecia um sonho de um grupo de militares no qual poucos pareciam acreditar.

AVIAÇÃO - como a denominou seu criador e fundador, o paraense radicado no Rio de Janeiro, onde era arquiteto, Lourival Nobre de Almeida, - surgia da vontade de um dos sonhadores que acreditava na possibilidade de uma poderosa indústria aeronáutica no Brasil e de sua revista. Era o ano de 1938 e fevereiro o mês quando a primeira edição veio à luz. Almeida indicava em seu editorial os objetivos a que se propunha pioneiramente o novo veículo: a qualidade na informação.

Nobre de Almeida, também jornalista profissional (trabalhou no antigo “O País” e no “Jornal do Brasil”), era ligado desde 1927 ao Aeroclube do Brasil, a entidade mãe dos aeroclubes e um apaixonado pelo raids da época. É considerado como o primeiro jornalista brasileiro especializado em aviação, realizando algumas viagens internacionais nessas funções e representando o Brasil no Primeiro Congresso Mundial de Imprensa Aeronáutica, realizado em Roma em 1934, conforme lembrou o editor que viria a sucede-lo quase três décadas depois, o piloto e jornalista Theophilo Eugenio de Abreu Junior, falecido na cidade de Niterói, onde morava.

AVIAÇÃO EM REVISTA, como passaria a se chamar mais adiante, foi transformada por seu fundador como o porta-voz do mercado brasileiro da aeronáutica e espaço e para suas páginas foram convocadas cabeças coroadas da aviação brasileira, entre elas o então capitão da Aviação do Exército, Newton Braga, que chegaria ao posto de brigadeiro da Força Aérea Brasileira, que não existia ainda e foi formada em 1941 com as antigas aviações do Exército e da Marinha. Newton Braga foi o navegador da pioneira e heróica travessia do Atlântico Sul, feita sob o comando de João Ribeiro de Barros com o hidroavião Jahú, no raid Gênova-Brasil, decolando da Bahia italiana de Sexto Calende e fazendo seu pouso final na represa de Santo Amaro, em São Paulo. Ele ingressou na revista em 1942, sendo seu diretor-secretário durante quase duas décadas.

Aquele pioneirismo transformaria a revista em um dos mais importantes veículos especializados em aviação e espaço da América Latina e propiciaria a criação de uma linha de veículos de mercados segmentados, como a que temos hoje: “Diretório Aeroespacial Brasileiro” – Brazilian Aerospace Directory, “Guia do Helicóptero” – Helicopter Guide, “Guia de Oficinas e Manutenção” – Workshop and Maintenance Guide, “Guia da Aviação Agrícola” – Agricultural Aviation Guide, Guia da Aviação Executia – Business Aviation Guide, “Guia do Ensino Aeronáutico” – Aeronautic Training Guide, “Guia da Aviação Policial e Defesa Civil”.


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