AVIAÇÃO EM REVISTA - EDIÇÃO AGOSTO - Nº 679

por: Helcio Estrella

O crescimento da aviação comercial brasileira em 2005, com taxa em torno de 17% em seu mercado doméstico, um recorde dos últimos 25 anos, deve se manter em 2006, embora em níveis um pouco menores, pela recuperação da economia, onde o PIB se expande a 3,5% e as exportações devem manter taxas elevadas, segundo as previsões do mercado.
Além disso, cria-se rapidamente um entendimento de que as tarifas de avião são agora relativamente baratas,o que, aliado à migração muito rápida de passageiros de ônibus para as linhas aéreas - especialmente das linhas interestaduais - geram uma ajuda adicional para colocar o passageiro no transporte aéreo.
O low cost, low fare,cujas operações tiveram um avanço em sua consolidação em 2005, tem ajudado e vai ajudar ainda mais o transporte aéreo. Segundo as empresas que operam por esse sistema, algo entre 12 a 15% do número de passageiros agregados em 2005 é constituído de pessoas que viajaram pela primeira vez, contra uma taxa de l0% em 2004.
Nesse crescimento e no novo quadro que ele emoldura, o avião está perdendo o encanto e a magia glamourosas do passado. Viagem aérea é, antes de tudo, somente uma forma de se alcançar rápida e confortavelmente um destino, deixando de ser um desfrute prazeroso e caro como era.
Levar 20 ou 30 horas dentro de um veículo rodoviário e com todo o desconforto e riscos inerentes pode ser trocado por duas ou três horas dentro de um avião, com ar condicionado, e quase pelo mesmo preço do ônibus, essa parece ser a descoberta do passageiro que a aviação comercial está conquistando.
Nos vôos para o mercado internacional o movimento também foi recorde, embora com taxas menores que as do doméstico. As estimativas são de l5%, feitas no inicio de janeiro de 2006. Algumas empresas, porém, tiveram crescimento excepcional, especialmente as norte-americanas e algumas das grandes européias..


MERCADO DOMÉSTICO


A TAM continuou com bom desempenho nos mercados doméstico e internacional, com previsão de continuar crescendo este ano, segundo seu Vice-Presidente Comercial e de Marketing, Wagner Ferreira. No doméstico é a líder, com uma participação de 43,8% no mês de novembro, devendo consolidar essa participação, que se estende ao mercado sul-americano, acrescenta o executivo.
A empresa tem uma malha aérea que atende 45 cidades brasileiras e que chega a 72 cidades, quando inclui nesses vôos os 27 de empresas regionais com as quais mantém acordo operacional. Seus destinos internacionais são para Nova York, Miami, Paris, Santiago e Buenos Aires. Desta última capital, seus vôos através da sua subsidiária TAM Mercosul podem levar os passageiros até Assunção e Ciudade del Este, no Paraguai, Montevidéu e mais a cidade de Punta del Leste, no Uruguai e Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba, na Bolívia. Além disso ampliou as freqüências de verão para Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, que duram até o mês de março. Nessa flexibilidade operacional, mantem também um vôo de temporada entre Brasília e Fortaleza.
A VARIG tem conseguido resolver pendências no mercado e experimenta uma fase de recuperação, graças a um processo consistente de reestruturação no qual se inclue a implantação de uma governança corporativa, já em execução, com um choque de gestão na empresa, segundo seu Presidente Marcelo Bottini. Nesse sistema, faz alterações em suas malhas doméstica e internacional, com o aumento de vôos entre o Sul e o Nordeste e nos internacionais com a inauguração do vôo para Munique,o que elevou para 17 freqüências semanais sua oferta de vôos entre Brasil e Alemanha,além de uma ampliação nas operações para a Ásia, através de conexão com seus vôos europeus. A Varig aumentou também de 7 para 11 o número de suas freqüências semanais com Nova York. Houve ainda um aumento de sua frota, com a reincorporação de seis aviões, um Boeing 777 e cinco 737-300, que serão usados no doméstico e internacional, acrescenta Marcelo Bottini. E deve alcançar Pequim no primeiro semestre, através de code-share com a Air China.
Por último, lembra Bottini, há um clima de confiança dos credores da empresa no seu processo de recuperação, do qual aponta como exemplo a renovação de 15 contratos de leasing de aviões de sua frota, além de ter conseguido mais dois aviões Boeing 757 através de leasing com a empresa norte-americana Pegassus Aviation.

Esse clima, diz ainda o Presidente da Varig, tem ajudado todas as negociações não apenas com credores mas como todo o mercado, permitindo uma gestão mais aberta da empresa e uma fluidez nos negócios, mantendo-a no caminho da recuperação.
A empresa conseguiu administrar e resolver parte de seus problemas mais urgentes, como, por exemplo, o pagamento da dívida de operações de leasing em tribunais americanos, no inicio do ano e poderá anunciar, mantida a atual tendência dos seus controladores, em tempo mais breve do que se pensa, a solução segura para suas dívidas.
A aviação comercial doméstica tem hoje um quadro muito diversificado de empresas, cerca de 19, sendo quatro delas consideradas nacionais, a TAM, a VARIG, a GOL e a BRA Transportes Aéreos. As outras estão enquadradas na categoria de regionais.


Boeing 737-300 da Varig

GOL PENETRA NO CONE SUL

Com a inauguração de duas rotas internacionais para a Argentina, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes elevou para seis os destinos que está servindo a paises do Cone Sul, cobrindo rotas de negócios do Mercosul. Córdoba e Rosário, na Argentina, se somaram às linhas recentemente abertas para Santa Cruz de La Sierra, na Bolivia, Montevideu, no Uruguai, Assunção, no Paraguai, além de Buenos Aires, para onde voa há mais de um ano.
A empresa, que iniciou seus vôos há cinco anos, apresentou-se como a primeira a operar pelo sistema conhecido como low cost, low fare (baixo custo, baixa tarifa), o que está atraindo para seus aviões uma parcela de viajantes que antes se deslocava de ônibus. Ela orgulha-se de ter hoje um percentual de l0% de passageiros que estão viajando por via aérea pela primeira vez na vida. " Introduzimos um conceito de vôo econômico na aviação brasileira, onde o que importa é a qualidade, a presteza e a segurança da viagem, tornando mais fácil a vida do passageiro. Ele procura um serviço aéreo, com preço justo e não um restaurante de luxo nos ares. E é o que estamos pondo à disposição dos viajantes", avalia o Vice-Presidente de Marketing e Serviços da empresa Tarcisiio Gargioni.
Ele lembra como acerto da escolha da empresa, o fato de ter ela o maior crescimento nos serviços de transportes aéreos domésticos e de ter alçado em menos de quatro anos de operações a posição de segunda maior empresa aérea no mercado doméstico brasileiro. Quando partiu para seu primeiro vôo, a empresa contava com apenas seis aeronaves e hoje opera 43 aviões todos da Boeing, com 420 vôos diários para 49 destinos, com seis deles para o Mercosul. E já havia transportado, até o final de 2005, mais de 35 milhões de passageiros. Este ano, a Gol vai transportar cerca de l,5 milhão de passageiros por mês, acumulando até seu final cerca de 18 milhões de passageiros, lembra Gargioni.
O dirigente da Gol acrescenta ainda que o sucesso da empresa com transporte aéreo seguro e barato, ocorre porque suas tarifas são altamente competitivas; lembra, como comparação, que uma viagem de ônibus de São Paulo a Porto Alegre leva 36 horas e tem preço de US$140, quando na empresa aérea custa US$200 e dura apenas duas horas. Numa comparação, computando-se os custos adicionais (refeições, lanches), é mais vantagem viajar de avião. "E é isso o que o passageiro está descobrindo", acrescenta Tarcisio Gargioni. E é esse o mesmo motivo que faz com os homens de negócios estejam hoje dando preferência à Gol em suas viagens aéreas, porque a escolha significa economia, que é o que as empresas querem, aduz.
O inicio das operações da Gol representou um marco divisório na aviação comercial brasileira, segundo Gargioni, porque trouxe, entre outras novidades uma base de negócios fixada em 3 pilares: alta tecnologia (usando a Internet e eliminando os tradicionais bilhetes de papel), aviões novos e frota padronizada e com alta performance, possibilitando um sistema de revisões faseadas que não exige a parada do avião e pessoal altamente motivado. Com isso, diz ainda, o conceito de baixo custo permite a prática de tarifas 20% mais baratas na média do mercado. Um outro segredo da gestão que permite tarifas mais baixas, diz, é que esse modelo permite que a empresa voe uma média de 14, 3 horas por aeronave/dia contra 8 ou 9 horas das outras empresas.


Boeing 737-300 da Gol


Ferreira da BRA: Low cost dá resultados

Em pouco mais de um ano de operações como empresa de transporte aéreo regular - antes operou por mais de cinco anos como charter - a BRA -Transportes Aéreos comemora um excelente crescimento, que se situará entre 20 a 25% maior que suas primeiras operações, iniciadas em novembro de 2004, em volume de passageiros e de receita.Ela atua no mercado conhecido como low cost, low fare, hoje o mais demandado na aviação doméstica nacional.
Estimulada por esse crescimento ela prepara sua expansão, adquirindo mais aviões e se lançando no mercado internacional, onde já opera com vôos charters para destinos europeus, como os de Natal (RN) a Gotemburgo (Suécia) e Dusseldorf (Alemanha). Deve expandir essas as operações externas a partir de março, voando para Portugal e Espanha, para onde já tem a concessão, respectivamente, de sete e 10 vôos semanais.
Sua frota, composta de 10 aviões no final de 2005 (seis do modelo Boeing 737-300, três do modelo 737-400 e um 767-300, este usado nos vôos de fretamento), deverá contar este ano com mais 8 unidades, dos modelos 737 e 767, somando até o final 18 unidades. São aeronaves adquiridas por leasing operacional e as datas de incorporação das que estão sendo adquiridas está na dependência da evolução da demanda do mercado.

Bons Resultados

O ano de 2005, primeiro de operações da empresa, é considerado muito bom pelo Diretor de Planejamento e Tráfego da BRA, Waldomiro Ferreira. Ele explica que a companhia compreendeu bem o momento e as condições do mercado e seu relacionamento com a capacidade do usuário arcar com a compra de uma viagem aérea, que a cada dia deixa de ser um meio de status para ser cada vez um meio de transporte e que assim tem de ter preço compatível com a capacidade de compra do passageiro. Nessa linha, explica, o vôo torna-se uma necessidade para o rápido e confortável deslocamento de pessoas, tornado possível pela redução de custos passíveis de serem eliminados.
Não há mistérios, explica o executivo da BRA, lembrando que o sistema de baixo custo, tarifa baixa, garante ao passageiro o que ele mais precisa, ou seja um meio de transporte e rápido e acessível ao seu bolso. Já não existe o preconceito inicial de que operações baratas de avião não existem. O importante é um meio rápido, seguro e confortável, coisas que o avião pode oferecer, e uma inteligente adequação de custos. O antigo modelo de gestão usado pelas empresas aéreas parece estar sendo descartado gradualmente pelo mercado.
E a idéia da BRA é oferecer transporte com preço competitivo para um número que Waldomiro Ferreira estima entre 6 a 7 milhões de passageiros, mercado potencial de curto prazo e que depende apenas de preços. Uma parte desse mercado está no transporte rodoviário, onde pesquisa indica 50 milhões de viagens ao ano para trechos superiores a 1.200 quilômetros. Por exemplo, uma tarifa entre São Paulo e Fortaleza na BRA sai por R$ 399,00, muito mais convidativa porque é feita em 3 horas, contra os dias em que o passageiro de ônibus teria de passar na estrada, com os desconfortos e custos adicionais, como banhos, refeições e outros.
Mas, possíveis problemas que uma rápida elevação na demanda possam criar estão na falta de uma política para a aviação comercial brasileira, que sugere, poderia ser definida pela ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil. Isso afastaria dificuldades na infra-estrutura aeroportuária e na própria política de preços para os combustíveis aeronáuticos, dos quais o Brasil é auto-suficiente, acrescenta Waldomiro Ferreira.


OCEAN AIR QUER DOBRAR OPERAÇÕES


Criada por um grupo empresarial de grande porte, que atua em área de energia (petróleo e gás) e na indústria de construção naval (estaleiros), a Ocean Air expande-se rapidamente na aviação regional e pretende quadruplicar até o final de 2006, o número de passageiros transportados em 2005. Foram 360 mil passageiros transportados com uma frota que incluiu aviões Bandeirante e Brasília.
Uma das primeiras operações de porte no setor de aviação foi a aquisição da Avianca, a segunda empresa de aviação comercial mais antiga da América Latina, com sede na Colômbia e que possui, entre outras linhas internacionais, algumas para os Estados Unidos. A segunda operação de porte foi a aquisição de 10 aviões Fokker 100 (oficialmente o nome é MK-28 Fokker 100), para a Ocean Air e sua introdução nas linhas domésticas brasileiras, além de sua introdução também nas linhas domésticas da Colômbia.
O grupo da Ocean Air, o Sinergy, presidido por German Efromovich, opera ainda na aviação com empresa de táxi aéreo, de manutenção e de representação aeronáutica, sendo representantes no Brasil, com exclusividade da linha de jatos executivos Bombardier 600, além de ter participação acionária na empresa aérea Vipsa, do Equador e na empresa aérea Wayra, do Perú.
Somada a frota do grupo soma 72 aeronaves, quase do tamanho da TAM, na qual se incluem além de aviões Brasília e Fokker modelos 50 e 100 e modelos Boeing 767 e 757. No seu plano de expansão a Ocean Air pretende adquirir nos próximos anos mais 15 aviões que poderão ser do modelo Boeing 787(o novo Dreamliner) ou o novo Airbus 350.


TOTAL LINHAS AÉREAS


Fundada em 1988 como táxi aéreo e transformada em linha comercial em 1994, a Total Linhas Aéreas serve hoje 2l cidades com linhas regulares, entre elas Patos de Minas, Uberaba, Vitória, Brasília, Carajás e Manaus.
O seu Gerente Comercial, Rodrigo Mendicino, acha que o mercado de aviação comercial vem se recuperando e crescendo nos últimos quatro anos, mas ainda está aquém do desejável. A empresa pretende ser a maior regional brasileira, prestando serviço de altíssima qualidade, acrescenta o executivo.
Com um quadro de 580 funcionários espalhados pelo Brasil, a empresa teve um crescimento de 130% em 2005 sobre os resultados de 2004, esperando crescer um pouco menos em 2006, cerca de 40%.


RELAÇÕES COM MUNDO

As linhas aéreas internacionais que operam no Brasil tiveram aqui um bom resultado e a maioria delas aumentou suas operações através do aumento de freqüências em seus vôos ou de troca de equipamentos, com substituição de aviões de menor por outros de maior capacidade. Mas, boa parte delas diz que apesar do número maior de passageiros no tráfego com o Brasil, teve prejuízo por fatores externos, como a alta do preço do petróleo, que afetou suas operações.
Entre as européias, a Lufthansa foi uma das poucas a registrar lucro em 2005, devendo fechar o exercício com um resultado positivo da ordem de 400 milhões de euros. A inglesa British Airways, a maior companhia comercial européia também deve fechar o exercício com resultado positivo.
A Lufthansa diz que conseguiu elevar em 44% o número de passageiros que viajaram na classe executiva entre Brasil e Alemanha, mas que para isso teve de aumentar a oferta de assentos, o que deve continuar a fazer mediante acordo com a Varig. Seus resultados nas linhas brasileiras foram positivos. Ela transporta cerca de 200 mil passageiros entre São Paulo e Rio de Janeiro e a Alemanha por ano, com um vôo diário entre portos brasileiros e Frankfurt e Munique.
Outra européia, a Air France, que consolidou sua fusão com a KLM, obteve bons resultados nas linhas brasileiras e inaugurou um escritório conjunto em São Paulo. Elas mantêm, entretanto, as duas empresas operando com frotas próprias. A Air France tem 14 freqüências semanais entre o Brasil e a França e a KLM mantém sete freqüências semanais com Amsterdã. O novo escritório tem uma Diretora Geral para atender as Américas, a cargo de Isabela Birem, uma Comercial, ocupada por Pia Lackman e uma de Promoção e Vendas, a cargo de Adriana Cavalcanti.
A nível mundial o grupo Air France-KLM teve elevação de 11,9% em sua receita por quilometro no tráfego de passageiros, com melhores resultados na comparação com a oferta de assentos cujo aumento foi de 9%. A taxa de ocupação elevou-se em 2,1%, atingindo 79,8%. O crescimento no número de passageiros alcançou em dezembro de 2005 nível recorde, com 5,6 milhões de pessoas em todo o mundo.
No Brasil, o desempenho do grupo Air France-KLM registrou um aproveitamento superior a 90% em dezembro. No vôo diário da Air France,direto, entre Rio de Janeiro e Paris, a taxa de aproveitamento foi de 94,6% em ocupação; nos 10 vôos semanais entre São Paulo e a capital francesa a taxa situou-se em 90% e nos 17 vôos semanais da Air France, a média foi de 92,6%. Na KLM a taxa de ocupação no vôo São Paulo-Amsterdã ficou em 87,5%, revelou sua Diretora, Isabela Birem.
Mas, os melhores resultados brasileiros parecem ser os das companhias aéreas norte-americanas, a American Airlines, a Delta Airlines, a United Airlines e a Continental. Esta anuncia seus melhores resultados no Brasil nos últimos cinco anos e o fim do bilhete aéreo em papel no primeiro semestre de 2006, antecipando-se em seis meses ao prazo recomendado para esse fim pela IATA.
A United, diz seu Diretor Geral no Brasil, Josué Meza, deve entrar no mês de março de 2006 livre da concordata em que se encontra desde 2004, prevista no chamado capitulo da Lei de Falências. Ela teve em 2005 um aproveitamento de assentos da ordem de 75% e espera melhores resultados em 2006.
A Delta Airlines também teve média de aproveitamento de 70% nos seus vôos brasileiros e espera uma média de 75% em 2006, anuncia seu Diretor Comercial para o Brasil, Luiz Henrique Teixeira. A empresa mantém 2 vôos diários entre o Brasil e os Estados Unidos e a partir de junho próximo inaugura uma terceira freqüência, diretamente entre São Paulo e Nova York. "Vamos onde o passageiro quiser "diz Teixeira.
A American Airlines restabeleceu sua grade de vôos entre Brasil e Estados Unidos que tinha antes dos atentados terroristas, que somam 49 por semana, e está obtendo um excelente resultado no aproveitamento, especialmente em suas classes primeira e executiva, diz o Diretor Geral para a América do Sul, Erli Rodrigues.
Ele gosta de lembrar os dois prêmios que a American obteve na edição de 2005 do World Travel Awards, o grande evento da aviação mundial: o título de Melhor Linha Aérea da América do Norte e o de Melhor Primeira Classe da Aviação Comercial. "Ambos, aliás, já ganhos pela empresa em anos anteriores", acrescenta Rodrigues.
E entre as sul-americanas operando no Brasil, os resultados da Lan voltaram a surpreender por mais um ano consecutivo, com a empresa ampliando suas freqüências, que já chegam a 17 por semana entre o Brasil e Santiago (São Paulo, Rio e Salvador). A antiga Lan Chile, hoje Lan Airlines, é um complexo de empresas que compreende a Lan Express (vôos domésticos no Chile), a Lan Peru, a Lan Equador e a Lan Argentina. Em operações próprias e em code-share a Lan Airlines serve quase 100 destinos no mundo, com uma frota de 71 aviões, sendo 62 de passageiros e 9 cargueiros, revela seu Diretor Comercial Brasil, João Araujo.